Suor de lágrima
De repente era Carnaval e aquele transbordamento de alegria pelo qual esperara o ano inteiro estava quase explodindo no peito molhado de suor e cerveja. Mas sem que ela pudesse saber porquê no meio de uma música que sua boca já há muito tempo repetia o que era furacão virou suave brisa e a alegria foi ficando distante distante e a vontade era de chorar no meio da multidão que bailava sem parar e ela bailando também porque o corpo ainda fingia não entender que o coração sofria mais do que se deve sofrer no Carnaval.
Experimentou o gosto de uma cerveja já meio quente, para quem sabe ali esquecer do resto dos dias, mas nem assim.
Experimentou o gosto de uma cerveja já meio quente, para quem sabe ali esquecer do resto dos dias, mas nem assim.
Experimentou o gosto de uma boca já meio bêbada, para quem saber ali esquecer de si, mas nem assim.
Experimentou um samba, uma gargalhada, uma dança, uma fantasia. Nem assim.
Passou quatro dias tentando cavar sua alma e em algum lugar achar a tal da felicidade sem fim e no final só conseguiu ficar mais cansada e igualmente triste.
Mas de repente nasceu a quarta-feira e agora sim ela podia deixar a tristeza chegar. Ficou feliz.
Experimentou um samba, uma gargalhada, uma dança, uma fantasia. Nem assim.
Passou quatro dias tentando cavar sua alma e em algum lugar achar a tal da felicidade sem fim e no final só conseguiu ficar mais cansada e igualmente triste.
Mas de repente nasceu a quarta-feira e agora sim ela podia deixar a tristeza chegar. Ficou feliz.

7 Comments:
Lindo! Gosto do final. Sou eu.
Eu também adoro esses finais. Muito bem Ana, como sempre, lindo texto.
Muito bom!!!
como é que você sabia?
Adorei o texto... E como sempre a quarta de cinzas vem pra recarregar as energias.. =D
Adorei o blog
Bjos
eu,
sem mais comentários
Final tipico de ANA
parabéns
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