Saudade do tempo em que levava tempo para a barca percorrer o caminho entre o Rio e Niterói e a gente podia ir lá fora com os pés passeando no ar e com medo de que as sandálias caíssem nágua. Mas agora há o super motor, a super tela da super televisão.
Saudade do tempo que os enamorados buscavam nervosos um pedaço de guardanapo e caneta e a moça escrevia os números do telefone com capricho e zelo, para impressionar. Mas agora o moço tira do bolso um celular que pisca, fotografa, toca música e impressiona.
Saudade do tempo em que se usava a palavra enamorados. Do tempo em que as crianças queriam ganhar peteca ao invés de computador.
Saudade do tempo em que se tinha tempo.
É que hoje acordei com vontade de antigamente.
Saudade do tempo que os enamorados buscavam nervosos um pedaço de guardanapo e caneta e a moça escrevia os números do telefone com capricho e zelo, para impressionar. Mas agora o moço tira do bolso um celular que pisca, fotografa, toca música e impressiona.
Saudade do tempo em que se usava a palavra enamorados. Do tempo em que as crianças queriam ganhar peteca ao invés de computador.
Saudade do tempo em que se tinha tempo.
É que hoje acordei com vontade de antigamente.

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